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​A tragédia dos novos fariseus

 Transformamos o Evangelho em um tribunal, e as redes sociais são o nosso palco.

​A realidade mais triste do meio cristão atual é ver a fé sendo fragmentada em bolhas de orgulho. Grupos legalistas que disputam, diariamente, quem detém o monopólio da verdade e quem é moralmente superior.

​Julgam tudo. E o que é pior: condenam todos. Agem como se o direito de conceder ou negar a salvação fosse uma prerrogativa humana, esquecendo-se de que a graça pertence exclusivamente a Deus.

​No meio dessa guerra de egos virtuais, o essencial foi perdido. A unidade, a humildade e o genuíno temor a Deus foram substituídos pela necessidade de ter razão.

​O resultado? Uma geração de cristãos que se assemelham assustadoramente aos fariseus. São impecáveis nos dogmas, exímios conhecedores de teologia e rigorosos nos rituais. Contudo, são completamente vazios de amor ao próximo.

​De que adianta ter a Bíblia na ponta da língua, se a atitude se torna uma pedra de tropeço para os que buscam a Cristo? A teologia sem amor não salva; ela apenas afasta.

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